Campephilus é um gênero de aves piciformes da família Picidae. O nome Campephilus significa “amante de larvas” - uma alusão à dieta destas aves, muitas das quais se alimentam de larvas de besouros na perfuração das árvores. Contrariamente à opinião corrente, no aspecto do tamanho, seus parentes mais próximos não são as espécies do gênero Dryocopus, mas as espécies do gênero Chrysocolaptes do Sudeste Asiático.
O pica-pau-de-barriga-preta mede 31 centímetros.
Frequenta vegetação de cerrados, bacurizais e vegetação xerofítica. Vive aos casais ou solitários. Acompanha bandos mistos, mas tem hábitos reclusos, sendo pouco conhecidos. Escava em oco de palmeiras ou árvores, a uma altura de 6 a 8 metros do solo.
Restrito ao Pantanal do Mato Grosso e Chaco paraguaio.
O pica-pau-de-topete-vermelho mede cerca de 31 cm de comprimento. O macho possui a cabeça vermelha, com uma pequena mancha branca na base do bico e a fêmea apresenta o alto e a região anterior da cabeça pretos e uma larga listra branca entre o olho e a base do bico.
Comum em florestas ralas de regiões campestres, capoeiras, palmais e florestas de galeria e de várzea.
Presente na Amazônia, Região Nordeste, Centro-Oeste e para o sul até o Paraná. Encontrado também do Panamá à Argentina.
O pica-pau-rei é considerado o maior pica-pau do Brasil, medindo cerca de 36cm de comprimento, com peso médio de 200g. De rara beleza, possui a cabeça e o pescoço vermelhos, dorso creme, asas e cauda negras. O peito e o ventre são brancos, inteiramente barrados de finas faixas horizontais negras. O macho tem uma pequena mancha auricular preta e branca, enquanto a fêmea possui uma grande estria malar branca, vilada de negro. Assim como as demais espécies de pica-pau. C. robustus possui um canto territorial, diversos tipos de chamados e uma música instrumental, o “tamborilar”. Ela é executada através de repetidos golpes do bico sobre a superfície de troncos secos ou ocos, substrato escolhido de maneira a proporcionar boa ampliação da sonoridade e alcance do ruído. C. robustus faz um “tamborilar” bissilábico, que pode soar como uma voz e ser individualmente diferente.
Para marcação de território ou para comunicação entre machos e fêmeas, usa valorização e, até certo ponto, também o “tamborilar”. Outro tipo de batimento repetitivo constitui o “cinzelar”, usado para procura de alimentos ou para construção de cavidades para nidificação (Sick 1997).
Pode ser encontrado de Goiás, Minas Gerais e Bahia até o Rio Grande do Sul.
O pica-pau-de-barriga-vermelha mede cerca de 33 cm de comprimento. O macho possui a cabeça inteiramente vermelha e a fêmea apresenta uma faixa branca com margens pretas entre o olho e a base do bico.
Comum no interior e nas bordas de florestas de terra firme, florestas de galeria e capoeiras arbóreas. Vive normalmente aos pares, em alturas variáveis, desde o sub-bosque até as proximidades da copa. Apresenta comportamento semelhante ao do pica-pau-de-topete-vermelho.
Presente em toda a Amazônia brasileira e também nos demais países amazônicos.
Dryocopus é um gênero de aves piciformes da família Picidae.
O pica-pau-de-cara-canela apresenta as partes inferiores transversalmente farciadas tendo, face e garganta creme-claras ou cor-de-canela, região auricular vermiculata dorso anterior negro; Comprimento: 29cm.
Habita a mata de baixada (RS) e de regiões serranas (PR). Ocorre de São Paulo ao Rio Grande do Sul.
Ameaçado de extinção
O pica-pau-de-banda-branca mede cerca de 33 cm de comprimento, com topete e estria malar vermelhos, asas, peito superior e lados da cabeça pretos, faixa branca que se estende do bico às laterais do peito, garganta manchada, mácula escapular branca e barriga branca barrada de preto. O macho apresenta a região anterior da cabeça e uma faixa próxima ao bico de cor vermelha; a fêmea possui a região anterior da cabeça preta e não tem a faixa vermelha. Na subespécie Dryocopus lineatus erythrops pode faltar a mancha branca escapular.
Habita o interior e as bordas de florestas altas, capoeiras, cerrados, campos e plantações com árvores esparsas. Vive solitário ou aos pares, arrancando a casca e “martelando” troncos e galhos maiores em busca de insetos, tanto em árvores vivas como mortas. Dormem sempre em ocos, onde também se abrigam da chuva pesada; alguns elaboram cavidades que servem para dormir. Recolhem-se cedo para dormir.
Voz: Sequência prolongada de fortes e sonoros “wet…” ( canto territorial, ambos os sexos ); sonoro”bet-wärrr”,”gí-gogogo”, “bé-be-be-qua” ( advertência ). Tamborilar prolongado “torrrrrrrr” ( ambos os sexos ). Pela manhã, costumam demarcar seus territórios com característico tamborilar. Escolhem uma árvore ou galho oco e dão sua batida peculiar. Começam com uma pancada alta, separada das demais e vão diminuindo o intervalo e a altura da batida, produzindo uma aceleração no final.
Presente em todo o Brasil e também do México à Bolívia, Paraguai e Argentina.